domingo, 19 de junho de 2011

NO MEU LUGAR




Eu pensei que estava perdido...
                                      
                                       A música tocava e eu não compreendia...

Imaginei estar num sonho...
                                      Fiquei atento ao absurdo:
                                                   ...um cavalo alado faltando uma das asas...

 ...uma mulher vestida de orvalho...
                                                                         ...crianças guiando leões...

 ...uma nave vinda do espaço sideral com uma bandeira negra...
                       
                  ...a lua partida ao meio, o mar fervilhando, dois homens e a música tocando!
           
      ...“please please”...

Conseguir lhe alcançar...
Você não existia...
Eu também não existia...
Meu avô arando a terra...
Plantações de algodão azul...

Eu não entendia a letra. Eu estava assutado, confuso... Comecei a chorar. Achei tudo estranho. Não me deixe sozinho... Por quanto tempo lhe esperei... Passei do ponto... O ponto... o ponto final...

“Please... Please...                                                                     
                                                                            ...

A música ainda tocava quando despertei e percebi que estava no meu lugar de sempre quando retorno do trabalho e quero recarregar as energias: meu quarto, deitado, a janela aberta, suado, quinta-feira dormindo, pai e mãe dormindo, escuridão. No canto, próximo a rede, apenas um aparelho de som acordado me assombrando com uma musica em inglês. Adorei a canção. Não sabia exatamente quem estava cantando. Nem ao certo o que era a canção. Sentir uma leve sensação de melancolia em seu ritmo. Fui arrebatado em introspecção... Um turbilhão de coisas incompreensíveis... Alma inebriada.  Adormeci novamente sem saber que musica era e a quem pertencia sua composição. Descobrir, na manhã seguinte, ao mencionar aos colegas do trabalho sobre o som e o sonho enigmático que In my Place, pertencia a banda ColdPlay.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

I N C O N F O R M A D O

Não sou um conformado. Não aceito com facilidade as coisas. Não consigo aceitar um “SIM” quando deveria ser um “NÃO”. Nem tão pouco o inverso. Acredito que tudo possui uma terceira via. Há outra saída. Acredito nas saídas.
Quero dizer que acredito em alternativas. Alternativas e oportunidades são primas ou irmãs? Prefiro crê em irmandades. As oportunidades existem quando há alternativas. Ambas são filhas da ESPERANÇA. Por este motivo sou um inconformado.
Estou convicto de que a maioria das coisas ou situações poderia ser nos favoráveis ou que haveria outro resultado. Não pertenço a ala dos pessimistas de plantão nem tão pouco otimistas atentos, mas sinto-me seguro  em afirmar  de que tudo na vida são passiveis de alterações.
O futuro é uma pagina em branco. Não tenho receio em afirmar isto. Talvez alguém insista em mencionar que a vida não é assim, que não temos controle sobre determinados acontecimentos, que tudo está conectado e conduzido pelo destino traçado, etc etc etc...
Concordo em parte, mas a outra parte que me cabe insiste em crê de que muitos acontecimentos são sucessões de ações realizadas dentro do arbítrio moral de cada um. Ou seja, muitas situações é o produto de nossas ações individuais, mesmo estejamos envolvidos ou não.
Houve sim uma intervenção humana no acaso desconhecido do amanhã chamado destino. Não aceito ser um agente passivo. O destino é o fruto de interesses pessoais. Mesmo que seu interesse não prevaleça nos resultados o resultado positivo ou não resvala em sua vida a qualquer hora do dia ou da noite.
Cabe a cada individuo resolver o que fazer com ele. Eu prefiro examiná-lo verificando o teor de seu conteúdo e logo em seguida aplicar ação necessária de modo que o que parecia impossível seja uma possibilidade eminente.
O impossível é uma determinação do desejo em realizar ou não o realizável. O tamanho da força em proporcionar o fim pertence a mim. Sou eu quem decide sua intensidade.
Posso sofrer com as adversidades? É provável que sim. Porém, se o sofrimento me conduzir a excelência então o elemento adversidade, neste caso, cumpriu o seu papel refinador.
E que tipo de sujeito serei? Um sujeito resignado e conformado? Acredito que não. Se tiver realmente ocorrido um aprendizado eu terei me tornado um elemento que compreenderá que os outros elementos serão necessários para o resultado final.
Criando, desta maneira, resistência a imoralidade, ao desrespeito, a infame impunidade, ao orgulho feio e deselegante, a perfídia, e a tudo que pode entorpecer a sensibilidade.
Se assim fizermos seremos, digo seremos, não somente inconformados, rejeitando o mal transvestido de uma falsa popularidade, mas seremos verdadeiros heróis da resistência.
Não cederemos tão facilmente.
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